13.2.12

Suely



Desde muito pequeno me acostumei com os telefonemas de Suely. Era assim:

— "Alôaaamm" —  ela tinha um sotaque carioca carregado.

— Alô!

— É o Filiapeanm? (ela sempre me chamou pelo segundo nome)

— É sim Tia Suely...

— Cadê sua mãean?

— 1 minuto.

Daí eu escutava minha mãe berrar "Suuuuuuuuu!!" E as duas ficavam penduradas no telefone por umas 2 horas.

Os anos passaram e Suely continuou ligando; e eu , continuei atendendo como sempre, — sem dar muita bola —  até que comecei a ficar mais velho e, talvez, mais atento as coisas e pessoas a minha volta.

É que ela já tinha "uma certa idade" —  não vou dedurar ninguém aqui — e portanto já não tinha pai, nem mãe, só um irmão que morava sei lá onde; e, como não tinha marido, morava sozinha. Bom, sozinha não: ela tinha um papagaio.

Nos últimos anos, como sempre, atendi várias ligações de Suely, que passou a errar o meu nome "É o Guxxtavoamm?" — Gustavo é o nome do meu irmão, que quando atendia ela perguntava "É o Filiapeanm?".

— “HAHA, dexculpa Filiapeanmm! Eu nunca acerrto néaam?"

Ela nunca acertava. Mas um dia desses ela acertou e quando perguntou “"Filiapeanm"? A voz dela deu uma tremida, uma desafinada como se ela estivesse chorando — algo que só concluí depois de ter colocado o telefone no gancho, a mania de responder tudo no piloto automático. Então mudei: a partir deste dia sempre que Suely ligou, e minha mãe estando ou não estando, puxei conversa. Falávamos de sei lá o que, escolas de samba (ela era louca por carnaval e pela “Mangueira”), pele (eu indiquei vitamina C 10% em gel e ela manipulou na farmácia e me contou que era incrível e que ela já estava no terceiro tubo), inclusive, passei a receita do suco Madonna pra ela. “Eu A-doaroanm Madonna!!”

Ela adorava Madonna, cigarros, canais de esportes, leite condensado (cruzes), artes  — ela era artista e pintava muito bem  —  e picar papel quando estava triste.

***

Estou contando tudo isso porque nessa última sexta-feira a Suely morreu. Não vou entrar em detalhes, ela estava meio mal por isso e por aquilo e, enfim, nessa sexta o coração dela parou de vez.

E de repente me vi naquela capela de cemitério olhando para Suely dentro do caixão, com uma maquiagem leve e unhas clarinhas e fiquei puto: ela gostava de usar os olhos carregadões mega pintados e pretos — era meio mística — e adorava uma unha vermelha. Nada tinha nada a ver com ela ali e eu sei que ela em algum lugar teria achado aquilo um porre. Não havia muita gente. Um punhado de senhoras, umas com cara de madame, outras com cara de derrame, uns 2 senhores e um Padre que fez um tipo de missa — bem impessoal —  e um longo discurso meio péssimo sobre culpa e do quanto devemos fazer pelas pessoas em vida. Não demorou e a voz tremula de Suely começou a bater dolorido na minha cabeça: senti uma tristeza horrível imaginando ela e seu papagaio sozinhos em um apartamento que nunca conheci. “Será que ela ficou picando papel no dia daquela ligação?” Uns pensamentos, que agora parecem tão bobos, mas que na hora, não sei explicar, me doeram como se Suely fosse uma amiga muito próxima, como se aquela ligação absurdamente tivesse o poder de mudar tudo.

Sei que depois que o discurso do Padre acabou, um senhor loiro com cara de Suely — e o mesmo sotaque carregado — levantou, disse ser o irmão dela — bingo! — que veio de não sei onde, etc. Daí a coisa ficou boa: ele agradeceu o carinho, agradeceu a missa, mas disse que eram ambos agnósticos e que buscavam Deus “de outras formas (e vocês não queiram imaginar a cara do Padre e das senhoras ali presentes) e daí a coisa ficou foi ótima: ele começou a descrever a última experiência “parapsicológica-transcendental” de Suely (ambos se falavam por telefone 5 vezes ao dia) e que ela havia flutuado pelo espaço (mais uma pausa para imaginar a cara do Padre) e que ela “estava ótima”.

Não deu muito certo, mas eu estava adorando — e afundando a cara no chão porque se olhasse pra cara do meu irmão, que estava ali comigo, eu iria me acabar de rir.

E daí a coisa que já estava ótima, ficou ainda melhor: surpreendentemente apesar daquela história maluca, ele concluiu de forma fantástica:

“...como vocês devem imaginar eu vivia chamando Suely para morar comigo e ela dizia “Ah, mas e os meus amigos? Meus amigos estão aqui!”. Os amigos são mesmo a família que a gente escolhe, e a família dela são vocês todos que estão aqui”.

Foi tudo muito emocionante até ele mudar de novo o discurso e contar como ela foi rainha do carnaval de 1900 e fumaça e voltar a arregalar os olhos da velharada. Mas não parou ai: um casal gay chegou acompanhado de uma mulher de cabelos mega vermelhos com os olhos mega pintados, abraçando todo mundo, muito emocionados, muito sorridentes e com o celular tocando. A mulher de cabelo vermelho disse pra alguém gesticulando “ENERGIA!”. Adorei, achei bem mais Suely, e com certeza não fui o único a gostar da movimentação porque já hora do enterro, naquele momento terrível que o caixão vai baixando, uma das senhoras que fizeram careta, surpreendeu todo mundo puxando uma marchinha de carnaval:

Um Pierrô apaixonado que vivia só cantando, por causa de uma Colombina acabou chorando... Acabou chorando... A Colombina entrou num butiquim, bebeu, bebeu, saiu assim, assim, dizendo "Pierrô, cacete! Vai tomar sorvete com o Arlequim! "

Acho que ela lembrou de como era Suely, e acho que todo mundo também lembrou porque todo mundo foi no embalo e cantou junto.

Antes de ir embora, fui cumprimentar o irmão de Suely e contei que ela ligava muito lá pra casa e que por vezes eu conversava com ela coisa e tal. Ele disse “Ah, então você é o Filipeanm! Ela me falava de você! Dizia que vocês eram muito amigos!

— Nós éramos!

O enterro terminou com um abraço apertado, e eu termino este texto com a certeza de que não entendo porra nenhuma sobre a morte, mas que uma conversa boba de 15 minutos pode significar muito para algumas pessoas e que certamente não nos damos conta do tamanho de pequenas pessoas em nossas vidas. Também tenho certeza de que aquele dia  — aquele, Suely, que não conversamos —  não teria mudado muita coisa, mas sem dúvida, seria mais uma conversa para lembrar;  também tenho certeza de que esse dia, esse dia que não nos falamos, não significa nada comparado as nossas tantas outras conversas de outros tantos dias — e aos incríveis benefícios da minha dica sobre vitamina C!

Adeus minha amiga.

Muita saudade,

“Filiapeanm



28.1.12

Intimidades.

Escrever é um círculo: às vezes dá vontade de nunca mais escrever e guardar tudo só pra você - o único lugar que parece ser adequado parar guardar todos os [seus] achismos, opiniões, segredos desagradáveis ou pensamentos [considerados por você]  "absolutamente brilhantes". Mas quando se guarda tudo no lugar adequado, depois de um certo tempo, há uma sensação carente. Parece que você deixa de existir. Daí você volta a ser inadequado e escreve e compartilha todas a suas irrelevâncias que não deveriam interessar a mais ninguém.

***

1. Narciso. O belo jovem que não resistiu a própria imagem e morreu afogado - existem muitas versões interessantes dessa lenda, algumas envolvem flores, outras envolvem cachoeiras, cantos, ecos, cachos. Nunca me identifiquei com a história: eu não me pegaria nem que me pagassem.

2.Crônicas da beleza capítulo 3456: nunca estive tão bem, cabelo, quadríceps. Tem mais: o sol bateu de um jeito ótimo e me deu bochechas douradas, coisa que também nunca tive (por vias naturais). E ontem na praia, uma cigana me deu uma concha cheia de poderes mágicos - foi o que ela contou e eu achei tudo verdade porque eu paguei.

3. O problema é que sempre que estou assim (muito lindo) ao invés de rebolar e tirar fotos pedantes, eu começo a sentir um negócio ruim e jogo meu celular pela privada e digo que perdi. Eu coloco uma roupa legal e paro o carro na frente da balada mais legal e começo a ter taquicardia e meu pulmão aperta como quando eu era pequeno e tinha asma e então eu fico com medo de dirigir - e às vezes dá um branco e eu esqueço como se dirige -, mas/e volto pra casa. Eu fico na dúvida entre achar que é algo sério, ou que um copão de vodka resolveria esse tipo de chilique - mas é tão bom e gratificante ficar 1 mês inteiro sem beber nada. Quem fala isso pra mim são os meus pés que ficaram horríveis por excesso de boates, com unhas pisadas e roxas (bom, uma delas ficou roxa, porque a outra caiu).

3.1 Continuando: sinto que que a vida perde o brilho quando estou longe das meninas (S e B) e eu não vejo graça em estranhos: é muito nojento e triste quando você está dançando e se divertindo e alguém acha que precisa apresentar alguém a você "ah, só pra você se divertir um pouco".  Mas ódio é um sentimento ruim que normalmente encobre outras coisas, daí eu acho que sou frígido e que eu deveria me tratar. Será que existe homem com isso?  Li que gordura ajuda a manter a sanidade (de verdade); Então, segundo minhas belas e assustadoramente baixas taxas de triglicerídeos: fudeu.

4. Frigidez me lembrou paquera, um tópico ótimo. Tipo: talvez eu seja frígido, mas eu adoro paquera, na teoria. O melhor das pessoas está na paquera porque tudo é (teoricamente) muito misterioso, entusiasmante, bem maquiado, coreografado e cheio de promessas e de todo o ideal irreal que existe dentro da sua cabeça. Mas na prática é muito deprimente e as pessoas fazem perguntas medíocres que fazem você se sentir muito velho, muito velho mesmo, tipo com 200 anos e cansado, e mais cansado ainda de frequentar esses lugares e com vontade de colocar uma peruca da Amy Winehouse e um vestido enorme e sambar em cima de um carro e explodir.

5. Adorei.  http://www.youtube.com/watch?v=hN1m5vcQ9n4


***

Como eu imaginei, foi totalmente inapropriado. Mas, muito embora explodir me pareça ótimo, achei que deveria escrever e poupar as pessoas da visão do inferno [eu de vestido].

6.1.12

Luix & Muito Magra: Um Reveillon inesquecível - Capítulo único

Demorei um pouco para conseguir escrever sobre esse dia inesquecível, e nem foi preguiça: só agora me recuperei da emoção (e da ressaca). Mas hoje acordei bem cedo umas 5:30 da manhã e fez uma chuva tão linda e então pronto: era hora.

É que o meu reveillon prometia ser um fiasco.

Existe uma  milhões  coisa chata dessa fase de ser gente adulta que é um possível distanciamento natural dos amigos, não no sentido da amizade em sí, mas por questões práticas da vida. Assim: aquele seu amigo, meio falso, mas muito divertido nas baladas, inventa de passar num concurso da polícia federal do Macapá  e agora você morre de saudade dos venenos dele (ou de quando ele pedia uns 3 drinks a mais na sua comanda). Daí a outra, doida, resolve que no Brasil não dá e vai embora ser garçonete na Espanha. Sua melhor amiga, quem sabe, virou milionária e naturalmente mora no mundo todo e em lugar nenhum, e o seu amigo confidente, esse sim, pobre, pobre, pobre, se mata dando aulas de inglês, ilustrando jornais, produzindo eventos e tempo? Ninguém tem, e férias só uma vez ao ano e em épocas descoordenadas e como reunir todo mundo igual a nem-tanto-tempo-assim-atrás? Impossível. São as coisas da vida.

E assim eu estava de pijamas 10:00 da noite em casa e naquela depre  na minha casa rola uma mesa enorme cheia de comidas e maravilhas, sempre lindo, mas sempre exagerado porque moramos longe da familia e temos pouquíssimos amigos e então fica aquela cara camarãosolidão — e assim sendo, eu estava convencido de que o plano era dormir e fugir daqueles programas de virada DI-A-BÓ-LI-COs na televisão e aqui vai uma pergunta: COMO terminar o ano de forma positiva quando você é obrigado a escutar J Quest E Claudia Leitte?

E então, o telefone tocou. Magra, é claro.

— Não temos muito tempo! Me fala rápido, seu reveillon tá um fiasco? (Ela usou outra palavra no lugar de fiasco, mas tenho o compromisso com o nível deste blog)


— Tá um fiasco (também usei outra palavra)

 Então olha pra janela.

Magra estava acenando dentro de uma mercedes branca completamente absurda.

Dei um berro, óbvio.

Saí correndo me enfiei em qualquer roupa melequei a cara de Dermablend leg&body-full-coverage-buffy-white-reboco-morte, enfiei meus pés num par de allstar qualquer e ...ooopa. Momento satisfação para os pais. Como? Nunca consigo explicar absolutamente nada sobre Magra, mas felizmente eles estão começando a sacar que é assim mesmo.

"Pai, olha...é que...essa minha amiga me ligou e eu tô saindo, mas nao sei exatamente pra onde...porque...eu...bem é que ela... lembra... tipo desde que.."


 É aquela Magra, não é?

 É

— Celular ligado e juízo.

(Antes que eu dissesse algo muito mentiroso como "aham", meu pai riu e disse "tá , só o celular ligado" e voltou a assistir ao especial diabólico de virada)


***


Dentro do carro, muitos berros, muita gritaria, muita confusão e uma Magra girando llouccammentte a cabeça com um aplique destacável imenso num rabo de cavalo infernalmente alto bem estilo...

— Sua Drag Queen!!!


— Ai, eu seeEEEeeempre — Magra girava  quis ser uma só pra usar esse cabelo! Não ficou ótimo?

Ficou ótimo e seguimos rindo e girando e trocando elogios histéricos na maior emoção. Mas isso era só o começo: Havia um balde, eu disse um BALDE de Möets COR DE ROSA daquelas que você eu e todo mundo sempre quis comprar e nunca compramos, acompanhando aquelas taças também cor de rosa que você eu e o mundo inteiro sempre quis e nunca teve. Quase infartei. E foi aí que coisas começaram a ficar muito surreais.

Olhe as histórias de Magra são sempre inacreditáveis e às vezes nem eu acredito. Por vezes preciso adaptar aqui ou ali porque do contrário seria demais para qualquer um engolir. Então vamos combinar o seguinte: não sei como nem onde fui parar, mas fui. Pode ser que tenha sido de carro, metrô, jatinho particular, nave espacial, não sei, e como não sei e tudo é possivel, vou dizer que foi de teletransporte mágico. Assim:  Magra me deu um beijinho na testa e tudo ficou colorido e purpurinado e então 3 horas e alguns Möets cor-de-rosa depois....

Eu estava em uma ilha paradisíaca.


(Mas calma que nessa foto eu ja tava sem roupa, vamos voltar pro começo)

Chegamos na casa-ilha. Antes da casa em sí, havia um corredor exótico cheio de palmeiras com cara de Indonésia que desembocava em um salão semi aberto em formato de cabana com o teto imitando palha e, ufa, dentro rolava uma decoração tropical. E como esquecer: um som absurdo que piscava em luzes coloridas. Som: "Big fat bass", Britney Spears.

Não sei o porquê, mas na hora achei isso o mais surreal de tudo.

— Estamos num lugar desses e você me coloca Britney??

— Meu amor, queria o que Bjork? Sou muito pão com ovo pra isso.


Aqui entre nós, eu também.

E a decoração? Ah, dane-se a decoração corremos para onde sempre corremos e correremos: O BAR. AH,O BAR que Magra montou era o sonho mais desvairado de todos os sonhos desvairadamente alcóolicos; uma fileira de Veuve Clicquots — se você nao sabe o champagne que faz 500 reais parecer um preço viável — Vodkas de marcas luxuosas e de sabores exóticos   uma delas sabor gengibre que ficava com sabor de sonho quando misturada com suco de cramberrie  e nem vou falar dos camarões inflamatórios capazes de deixar qualquer Cate Blanchett com espinhas e cabelo em pé E....... ZABAIZONE!!!!!


Z
A
B
A
I
O
N
E

Não aguentei, gritei: ZABAIONE!!!!!!!!!!

Magra girou o aplique "ZAAABAIIOOOnEEeeeEEE" Girei meu aplique imaginário também. Positivamente era um sonho. Ok, era verdade: Magra começou a fazer...as coisas que ela faz e que eu jamais teria capacidade de sonhar.

Havia uma fila de empregados todos bem morenos com traços exóticos e roupinha tropical e, segundo Magra, donos de nomes impronunciáveis.

— Tipo "GiangDungPong" ?

— É. Ou "Jasmelino".

Magra pegou na minha mão e fez as apresentações (com nomes pronunciáveis dados por ela mesma): Este é Bob, este é Bob, Bob, Bob, Bob e Roberto. Problemas:  Penultimo Bob era uma mulher.

 Oi?

— Ah, ela adorou Bob.

— E Roberto?

— Odiou.

— Ok.

Antes que eu pudesse começar a fazer mais perguntas ou criticar Magra por seu comportamento imoral, surgiu um carro. Dois carros.

Bomba 1: do primeiro carro sai nossa amiga querida que até onde eu sabia estaria na Espanha e não voltaria tão cedo. Berros.  Bomba 2: no outro carro uma BICHARADA que vou resumir com "Bruno".

Entenda meu amigo Bruno:
Bruno tem 180, 40 cm de bíceps, e ensina você a fazer "The Tyra Banks Walk. Sobre o mar.

Sério:  minhas pernas perderam as forças e eu precisei sentar. Bob trouxe água, e depois Bob (outro) trouxe champagne e eu realmente vi tudo preto e achei que fosse desmair de emoção.

Passado o susto hora de chacoalhar Magra.

 Você trouxe todo mundo pra cá???

— Não seja bobinho, trouxe só quem estava num reveillon porcaria.

(Eu gritava e ria e estava completamente histérico)

— Você ficou LOUCA???

E daí Magra deu uma resposta,dessas que só ela no mundo:


"Não amor, louca eu era 5 anos atrás, agora sou rica."


Positivamente Magra não existe.


E então as coisas ...foram como foram e foram como são quando estamos entre amigos. Tudo meio embaçado, com umas fotos que não lembro como e uns videos sem pé nem cabeça que nem sei. Mas sei que dançamos em cima de mesas e os Bobs e Roberto dançaram também. Começamos todos muito chiquerreerééesimos com tacinhas lindas e depois era Veuve Clicquot  no gargalo, não tão chiquerreerééesimo, e no fim   e tenho um video para provar para mim mesmo  estávamos todos em uma praia mágica com cervejinha e amendoim de 1 real o pacote, nada chiques. Uma delícia.

Cena memorável: estavámos todos na água, Magra mergulhava, Bruno & Cia ensinava como andar a lá Tyra Banks. Rimos, brincamos, andamos Tyra Banks, perdemos Ipods, brincos, alargadores, iluminadores e relógios, mergulhamos mais, andamos mais, rimos das mesmas piadas, conversamos coisas sem nexo e....

— Eita po%%a. Cade o meu aplique?

— Eita po%%a.

Lá estava o aplique de Magra: boiando e seguindo longe pela correnteza do mar. Magra começou a rir e veio com sua cervejinha me dar um abraço. Foi assim que vimos o sol nascer e... o aplique ir embora. Um momento mágico.

Daí aconteceu. Não sei se foi mais um beijinho de Magra, ou as vodkas importadas ou as cervejinhas nacionais, mas tocou uma música que me emocionou e então vi tudo girar muito rápido e de repente vi todos, todos os meus amigos, e muitas pessoas queridas e vestíamos várias roupas e estávamos em vários lugares e pude jurar que vi pequenos micos leões dourados pulando entre árvores e quem sabe Cher descer de um coqueiro. E então....eu estava num carro seguindo para um aeroporto? Minha casa? Não exergava mais nada e quando me dei conta estava dando um abraço de despedida em Magra — e você sabe como são os bêbados, muito emotivos. Abracei Magra apertado e disse num choro sofrido algo tipo "Não aguento quando você vai embora..."

A última coisa que lembro foi Magra responder, com um riso baixinho, "Ah, coração..."


E então  200 horas depois  acordei em casa.

***


Sentei à mesa do café com aquela cara de quem foi pra ilha paradisíaca e não poderia explicar absolutamente nada sobre Magras, Bobs e Brunos.

Minha mãe me passou um cafezinho, colocou a xícara na minha frente e enquanto eu mexia a colher ela cruzou os braços e disse:

 E então? Onde esteve?

Fiquei um tempinho mudo, mas acho que, dessa vez, finalmente consegui explicar. Respondi:

—  Eu estive....eu estive....


Ai...eu estive feliz da vida.





Fim...? 

23.12.11

Uma última palavrinha do ano: sobre esquecer um amor.


Eu estou devendo um e-mail para uma amiga há um século. A verdade é que apesar de todas as desculpas e dessa preguiça horrível que nós sentimos — sobretudo das pessoas que valem a pena, porque, falemos a verdade, quantas vezes não nos reviramos pelo avesso por quem não vale nada — existe uma coisa que torna, sim, algumas cartas mais difíceis: o tempo. 

De repente você fica um tempo sem falar com um amigo, um grande amigo, e acontece tanta coisa e você quer falar tanta coisa que fica difícil começar; e eu queria falar muito, do casamento desequilibrado dos meus pais, dos meus desequilíbrios, de umas festas, e do suco Madonna, claro, dizer que vale a pena sim, que é um pé no traseiro sim, mas que não podemos nos deixar vencer, muito menos ela que é tão, tão bonita — de verdade — porque o mundo é cruel e por isso precisamos cuidar de nós, porque cuidar de si é uma armadura que deixa a gente — um pouquinho — menos exposto a certas palhaçadas. E queria falar mais: ficar adulto é uma droga, UMA DROGA, e preciso beber menos, e Cate Blanchett andou fazendo uns filmes porcarias, e minhas fotos irão sair em uma revista de moda e me sinto insuportavelmente descolado — muito embora continue adorando Bob Esponja, farofa e feijão —, mas que isso é bobagem porque passa, e o tempo come, e meu futuro continua incerto e já não tenho mais 17 anos pra tanta incerteza. Ai que droga. Mas revistas Moda, BEIJOS! Muitos beijos!

E beijos e o escambau, e nem falei do que todo mundo sempre quer falar, e eu costumeiramente não falo: Amor.

Na verdade não precisei começar o assunto porque essa minha amiga me mandou um outro e-mail por cima de outro e-mail que não respondi — infelizmente, às vezes, eu também sou um  imbecil deselegante.

Pois nesse e-mail ela falou desse cara, esse cara que talvez exista na vida de todo mundo (talvez na forma de uma garota, enfim, você entendeu) e o caso é que, no caso, esse cara que fez parte da história dela, casou e mora na Alemanha e “pelo amor de Deus”, ela disse, "porque às vezes eu ainda me pego pensando nele, tanto tempo depois?" E veja, minha amiga é sexualmente feliz, tem namorado, emprego etc. Mas pelo amor de Deus, nem o cara casando e morando na Alemanha, será que não dá pra parar e simplesmente esquecer?

Acho que não.

Acho na verdade, minha amiga, que não precisa. É que eu também acho — e como eu queria estar em uma mesa de alguma lugar desses que ficam abertos 24 horas vendo um sol nascendo, como agora, e dividindo alguma porcaria doce depois de uma balada horrorosa (nessas horas você não tem vergonha de nada, nem de amor, porque já tirou a roupa, já se descabelou, derreteu). Me perdi.

Me achei: Eu penso que se a gente analisar... “nesses casos”, o sentimento, o desejo, o sofrimento, nem existe mais. Não é uma questão de paixão, mas uma questão... de um momento. Veja: a grande imperfeição dos momentos é justamente a efemeridade, uma contradição pois é também justamente o que os torna perfeitos. Mas é assim que funciona. Um momento lindo, uma época feliz.

Dentro de nós, algumas pessoas não são exatamente pessoas, são "momentos codificados" na forma de um determinado rosto. É desse jeito que certas pessoas ficam gravadas; são na verdade alguma coisa intraduzível em letras, alguma coisa que vai ficar, vou já informando, ali pra sempre. 

Mesmo.

É como uma vez em que me apaixonei e foi rápido e maluco, e cheguei de um supermercado 3 da manhã e uma amiga desabou no meio do nosso apartamento — que era um ovo — e meu casinho de viagem desabou no sofá atrás de mim, e minha outra amiga, loconna, veio sambando com uma caixinha de bombons na mão derrubando os papeizinhos que caíram em cima de mim feito neve.

Daí quando penso nesse rosto, do casinho, lembro de tanta coisa, e aconteceu tanta coisa que me magoou, mas... e o sofá e os papeizinhos? Ah, não vou esquecer, não posso, não preciso. Apesar de tudo.

Minha amiga, você não precisa esquecer nada, nem se preocupar se, naturalmente você recordar. Não há motivos para angustia, porque não há nenhum sentimento confuso. Não é complicado, é só o momento, aquele. E saudades... bom, saudade dói, dói mesmo, mas a sorte e a felicidade de viver algumas coisas, vamos raciocinar, é maior.

E não, eu não quero me apaixonar nunca mais, e sim, o mundo está repleto de imbecis, todo mundo sabe, mas admito:

Amar, apesar dos quilos, dos quilômetros, das lembranças fora de hora, madrugadas mal dormidas (e algumas baixarias)...

É mesmo tão bom.


Feliz ano Novo, saudades, amor,


Luix.

18.12.11

Quase ABC 4/ Vernissage

"Ami, O menino das estrelas":
muito bonitinho, 70 páginas.

Autoestima:
definitivamente a minha não é das mais altas. É que eu acho muito estranho alguem querer atravessar o mundo para me conhecer, me parece coisa de gente  psicopata que coleciona tornozelos. Daí alguns amigos dizem "para com isso, permita-se!" Ah, eu me permito! (Desde de que meus tornozelos estejam seguros).

Crônicas da beleza capítulo 2347:
você nasceu com um pouco de beleza, legal. Faça covinhas nas costas em frente ao espelho, use uma roupa que, dentre todos os habitantes do planeta terra, só fique bem em você. Mas entenda que beleza, muita ou pouca, jamais será pareo para sex appeal, charme, je ne sais quoi, essa coisa que algumas pessoas possuem, que é fascinante, que nao tem nada a ver com beleza, e que é inutil competir. Beleza fica bem no espelho, mas não faz nada pelo coração.

Dead Disco, Automatic
Retrô, com um refrão bem mulherzinha. Adoro.

Dermablend:
Vi esse video 8 vezes (na verdade mais) me descontrolei, comprei a linha toda e chegou.

Endívia:
são as chicórias e eu não sabia.

Intelectualidade:
a minha, infelizmente, foi comprometida. Não consigo durar numa roda intelecutaloide por muito tempo, preciso rir, preciso de dermablend.

Vernissage:
Foi sábado passado e foi ótima. Daí eu fui parar numa casa cheia de escadas com um DJ na cozinha. Foi tudo muito bizarro, a começar pela casa. Assim: o cara, um artista excêntrico, comprou vários daqueles casebres com aquelas portinholas estreitas de ferro decorado, quebrou tudo por dentro, e fez uma casa enorme, mas mantendo a fachada de casebres com as portinholas. Foi uma das noites mais loucas da minha vida e se estivéssemos tomando um chá sentados no chão eu contaria tudo.

....mas como não estamos, vou contar um momento sensacional:

Uma das escadas dava direto em um quarto - não sei o porquê mas me pareceu uma coisa totalmente absurda. O quarto era uma suite e tinha uns moveis antigos, um espelho enorme. A única luz vinha do banheiro. Não faço absolutamente a menor ideia do que eu estava fazendo ali. Sei que eu sentei na cama e fiquei um tempo. Então eu escutei uns passos de alguém subindo a escada e gelei. Era uma mulher alta, bem bonita, e na hora eu senti vergonha, imaginei que ela poderia ser a dona da casa (na loucura esqueci por um momento que a casa era do artista). Mas antes que eu dissesse alguma coisa, ela sentou do meu lado, pegou um lápis da bolsa e pintou meu olho. Daí ela segurou meu rosto, disse "você é a Amy Winehouse", me deu um beijo na boca e foi embora.

Sen-sa-ci-o-nal.

3.12.11

Um cano: Fluxo de Novas artes



POIS  no dia 10 de Dezembro quem por acaso não estiver em Frankfurt, mas estiver em Maceió, que tal dar um pulo na vernissage da minha coletiva? Teremos diversidade visual, performances, artistas, pessoas interessantes e o melhor: cupcakes e álcool! VAMOS.

Eu irei expor trabalhos que misturam fotografias 3D com desconstrução digital, além de pagar um peitinho aqui outro ali - naturalmente.


... e enquanto meus pais me deserdam, ex se descabelam, jornais divulgam e inimigos amargam minha existência...


Estarei na esteira.  Beijos! 


25.11.11

Segredos para uma pele hollywoodiana...e um pouco de Madonna parte II


estava eu em meio a espinafres, gengibres e hortelãs — um pouco muxas — quando vejo uma senhora bem idosa dentro de um daqueles carrinhos elétricos e andando beeeeeem devagarzinho. Ela vestia uma blusa florida, tinha o clássico cabelinho roxo, carregava uma sacola com algumas frutas, era a própria vovó-embalagem-aveia-Quaker. Daí ela tombou com a bancada de melões e resmungou baixinho “Ai, mas que porra!”

A vida é mesmo ótima.

***


Direto ao assunto: o básico sobre a Dieta antiinflamatória — ou “bombação-red-carpet” para os íntimos.

Quase ABC Perricone.

Antiinflamatória:
o preceito básico da dieta Perricone é evitar os alimentos que deixam o seu corpo propenso a inflamações tais como acne e... rugas (!)

Berries:
amora (blackberry), framboesa (raspberry), morango (strawberry). São como bombinhas cheias de nutrientes rejuvenescedores. Mirtilo (blueberry) é o meu favorito: pouco calórico, abarrotado de antioxidantes e o melhor: é azul!!

Camellia Sinensis:
em sua versão chá verde, chá branco, chá amarelo, chá vermelho. Escolha sua careta favorita.

Doce:
você já sabe: carboidratos vazios e pouco nutritivos enchem a cintura de gordura. Você não sabe: o açúcar inflama loucamente as células do seu organismo — afetando, inclusive, a elasticidade da pele. Se ficar difícil, mentalize: “menos brigadeiro/menos traseiro/menos brigadeiro/menos traseiro”

Estruturada:
“água estruturada” é um novo conceito na maneira de beber água. É simples: ao invés de beber água, experimente “comer” água. Exemplo: uma salada de chuchu/pepinos/melão — ao invés de “lavar”, a água encontrada nesses alimentos é absorvida pelo corpo de maneira mais lenta, mantendo você hidratado por mais tempo!

Fast-Food:
Fuja. Se for pra sair da linha descole uma receita bacana, chame um amigo — ou simplesmente ligue o som e cozinhe. Faça disso um momento de prazer/amor/confraternização. Mas não se entupa com tudo o que faz mal para o seu corpo numa refeição “rápida” num fast-food qualquer da vida. Não faz sentido.

Limpeza:
um copo d'água morna logo ao acordar é melhor maneira de dar "bom dia" para o seu corpo. Tão simples!

Musculação:
Pare de enrolar. Escolha um atividade física, um esporte. Não tem jeito.

Nozes, castanhas, avelãs:
Energéticas, nutritivas, saborosas e controlam o apetite. Mas não exagere, também são calóricas. 

Oliva:
Azeite de oliva extra virgem (sem exageros) faz o corpo derreter as gorduras ruins, devido a sua composição repleta de gorduras boas. É uma loucura, ninguém entende nada, mas funciona.

Proteínas:
comece suas refeições sempre pela proteína e depois parta para o carboidrato. Você irá ficar satisfeito mais rápido.

Refrigerante:
não. Não. Não, não, não e não. E por favor: ao invés de virar uma lata de “fanta laranja”, por mim, seja decente e coma logo um Donuts.

Salmão:
seu melhor amigo, irá sustentar seus músculos e levantar suas bochechas. “Ômegas”, ácidos graxos, proteínas de alta qualidade, tem tudo aí. Faça um teste com a dieta dos 3 dias antes de uma festa e triunfe (aqui).


OBS: dicas super legais e válidas para pessoas saudáveis e sem doenças prévias.  

E finalmente... o suco Madonna
Antes de mais nada, precisamos abordar um tópico extremamente relevante: pernas. Não há como falar em suco Madonna sem falar de pernas-Madonna.
Se você não sabe, as pernas da Madonna — uma das melhores coisas do mundo — são capazes de deixar qualquer coisa no mundo, desde as mais terríveis até as mais aleatórias,  melhor. Isto é comprovado cientificamente:



(qualquer coisa no mundo.)

Pois bem, eu não sei você, mas eu tomaria qualquer coisa que essas pernas tomassem. Aliás, eu tomo. Então anota aí! (Pra facilitar você pode copiar as figuras no seu computador)

Madonna Tradicional



Tracy Anderson, responsável pelo corpo de Madonna nos últimos 5 anos, recentemente divulgou essa receita com uma pequena variação (espinafre, couve-folha, acelga, maçã, limão, gengibre e salsa), confira a matéria em inglês aqui  —

Em tempo: o suco tem textura, sim. Não é obrigatório (nem ideal) coar. O limão não vai inteiro, você apenas irá espremer o sumo. E naturalmente que você também irá adicionar água. A quantidade vai do seu gosto!

Não satisfeito, eu entrei em contato com Mariana Vilela, a nutricionista da equipe Perricone MD, perguntando sobre o sucos, Madonna, coisa e tal. O resultado: sucesso! De quebra ela ainda me mandou uma outra variação hollywoodiana, mais energética — pernas! — e deliciosa (mesmo) perfeita para um super café perna da manhã...perna. Ok, parei.


Madonna fortificado (pernas):

(não esqueça de bater com gelo para uma dose extra de luxuria!)

Dica: Sucos verdes são famosos e celebrados. Caso fique difícil ter sempre na geladeira alguns ingredientes específicos, relaxe: o mais importante é manter a fórmula: caprichar nas folhas escuras + maneirar na fruta.

Dica 2: Se você mora no planeta terra e não pode com tanto madamismo e folhas frexcas, experimente bater a sua receita uma vez por semana e congelar em polpas — mais prático na correria da semana.


...e agora que já batemos sucos, vamos bater a real.


Porque entrar na linha?
Na real: pela saúde, pelo bem estar e, naturalmente, em função do embarangamento alheio. Ah, o embarangamento alheio! Veja: sem dúvida que aos 26 anos de idade eu precisaria de tratamento psiquiátrico se afirmasse que preciso “rejuvenescer” alguma coisa. Mas o embarangamento é uma realidade/possibilidade em qualquer idade. Por exemplo: eu A-M-O encontrar algumas pessoas de décadas atrás, tipo época do colégio. É sempre um momento de tensão: de um lado, você, intacto. Do outro, o embarangado. Melhor ainda quando o embarangado é aquela *&;¨¨$4 que não olhava na sua cara e que — oops — se transformou num bagulho. Ah, eu vou pro inferno, vou sim. Mas vou tomando suco de pepino.

Porque a Dieta antiinflamatória?
Na real: porque existem dois caminhos: o caminho das trufas, lágrimas e aceitação. E o caminho do “como *&;¨%$ ele/ela consegue?”  

Então nunca mais vou comer pavê?
Na real: Sim e não. Uma coisa é ser disciplinado, outra coisa é ser babaca. Em uma reunião familiar é óbvio que você irá experimentar as guloseimas que a sua "tia Carlema” preparou com dedicação. E nada mais natural do que detonar um pacote de waffer sabor limão ao som de “ridi plagliaso” depois de uma balada  catástrofe — ou tomar umas a mais e rasgar a roupa *pigarros* —, enfim, o que estou tentando dizer é que momentos de decadência/ felicidade não irão afetar em nada o sucesso da sua dieta  — se forem exceção a regra.

E a grana?
Na real: uma alimentação saudável, aliás, alimentação em geral é um investimento. E é caro. Mas tão caro quanto mirtilos, abobrinhas e salmão fresco é torrar com álcool, farras, chocolate, cigarro. É uma questão de logística, sobretudo, uma questão de escolha.

E aquele papo sério, chato, que ninguém aguenta mais, mas que é tão verdade:

Bem estar, entrar na calça jeans, espelho. É coisa séria, mexe com a cabeça e com o coração. Mude sua vida agora, sempre há tempo, surpreenda as pessoas, surpreenda-se. Tombe com a cara do/a seu/sua ex. Sinta-se fortalecido, sexy, seja o/a mais lindo/a da festa, roube todas as atenções da noiva (uma vez aqui outra ali, todo mundo merece) Ame-se, cuide-se, melhore-se, inspire-se, mexa-este-seu-traseiro, TRIUNFE,

e tenha um ÓTIMO final de semana!!



PS - mas se for tomar alguns (mil) copos de espumante nada antioxidantes para encarar aquela festinha descolada (com gente nada descolada) cuidado para não ser encontrado no meio do asfalto - com o celular de cabeça pra baixo - conversando com aquela sua amiga meio louca e Muito Magra - jurando que alguém está ouvindo/entendendo alguma coisa. Isso definitivamente não é nada Perricone. (Mas é bem divertido.)